
Meu primeiro contato com design não veio com planejamento estratégico, funil ou briefing bem feito. Veio no improviso. Eu estava aprendendo Corel Draw quando um amigo pediu ajuda para criar um banner de uma loja de carros. Fiz com o conhecimento que tinha, com muita tentativa e erro.
Dias depois, dentro de um ônibus passando pela Teodoro da Silva, em Vila Isabel, vi algo que mudou minha percepção. Um banner gigante, cerca de 12 metros, estampado na fachada da loja. Era o meu trabalho.
Desci do ônibus só para ficar olhando. Naquele momento, sem saber, eu tinha encontrado um caminho.
Depois disso, a vida seguiu, mas não da melhor forma.
Passei 13 anos na mesma empresa e, quando saí, saí completamente esgotado. Sem férias, sob pressão constante e emocionalmente drenado. Entrei em depressão profunda. Minha rotina virou um loop vazio. Eu acordava às 7h, sentava no sofá e ficava ali até a noite, sem energia, sem direção e sem perspectiva.
Minha esposa acabou indo embora. E, sendo direto, eu entendo o porquê. Eu tinha parado.
Um dia, naquele mesmo sofá, veio um pensamento simples e definitivo. Se eu não fizer algo, vou morrer assim.
Levantei e fui até o vizinho pedir um computador emprestado. Comecei a procurar qualquer oportunidade e encontrei uma vaga para design. Eu era formado em publicidade e já tinha feito alguns trabalhos, mas nunca tinha seguido de verdade na área. Mesmo assim, fui. Sem preparo ideal, sem aparência ideal, mas fui.
Ao chegar na empresa, o dono percebeu que eu não estava bem e fez algumas perguntas simples. Eu tinha computador, mas não tinha internet nem luz.
O que aconteceu depois não foi comum. Sem me conhecer, ele ajudou a religar minha luz, providenciou internet e ainda me deu dinheiro para recomeçar. Além disso, me passou trabalhos e me indicou para outras empresas.
Sem contrato, sem garantia, só confiança. Em 2015, ali nascia minha base profissional. Pra mim, foi Deus.
Com os primeiros trabalhos e indicações, comecei a reconstruir minha vida. A antiga marca deu lugar ao que realmente importa hoje. Meu nome, minha reputação e minha responsabilidade com cada cliente.
Sobrevivi a fases difíceis, inclusive à pandemia, e fui evoluindo com consistência, não com atalhos.
Eu sou um cara curioso. Do tipo que abre uma aba e, quando percebe, já está em várias ao mesmo tempo. Estudei tudo que pude sobre Google Ads, marketing digital, comportamento e estratégia. Fiz cursos, participei de comunidades, testei na prática e aprendi com cada erro e acerto.
Tenho TDAH, o que torna algumas coisas mais desafiadoras, principalmente organização e relações. Mas também me dá um nível de foco muito alto quando algo precisa funcionar. Se é para resolver, eu vou até entender e fazer dar certo.
Tem uma coisa que você não vai encontrar aqui. Promessa milagrosa. Nada de resultados fáceis ou fórmulas prontas, porque isso não sustenta negócio no longo prazo.
Já aconteceu de cliente me pedir algo fora da minha área. Fui lá, estudei, implementei e entreguei. Não porque era confortável, mas porque era necessário.
Eu não trabalho empurrando serviço. Eu trabalho construindo junto. Meu compromisso nunca foi só executar. É pensar, ajustar, testar e evoluir com o cliente, sempre buscando o que realmente funciona. Sem roteiro engessado e sem conversa bonita que não se sustenta. Só estratégia aplicada na prática.
Depois de quase uma década desde aquele recomeço, continuo aqui. Mais estratégico, mais consciente e com mais clareza sobre o que realmente importa.
O princípio continua o mesmo.
Me contrata que eu não vou te vender fórmula. Eu vou caminhar com você e pensar até isso dar certo. Porque, no fim, não é sobre marketing. É sobre construir algo que realmente funcione e continue funcionando.


